O setor de saneamento vive um avanço tecnológico impulsionado pela entrada de operadores privados e maiores investimentos. Novas soluções estão transformando o tratamento de esgoto e otimizando o uso de recursos.
Empresas como a Tigre Infraestrutura já entregaram 39 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) com redução de até 45% no consumo de energia e 40% na geração de lodo. A Sabesp, agora privatizada, investirá R$ 1 bilhão na ampliação da ETE Parque Novo Mundo, com tecnologia Nereda, que reduz em até 50% o espaço necessário para tratamento.
A Rio+Saneamento aposta no reaproveitamento do lodo, transformando-o em adubo orgânico ou matéria-prima para cerâmica. A GS Inima Brasil, por sua vez, investe em geração própria de energia por biogás e placas solares, além de tecnologias de reúso da água e dessalinização.
Outra inovação está no combate a perdas. O Grupo Águas do Brasil utiliza o dispositivo Fluid, com inteligência artificial, para detectar vazamentos com maior precisão. A ferramenta já ajudou a economizar 17,5 milhões de m³ de água — o suficiente para abastecer uma cidade de 260 mil habitantes.
O setor se posiciona como peça-chave para o desenvolvimento sustentável do país.